quinta-feira, 17 de julho de 2014

PARTE I (6:1-18) MATEUS 6:5-8


Agora vamos falar sobre a oração. Nada entre as obras de justiça pode se comparar a oração, nem a bondade da caridade, nem a autodisciplina do jejum.
Quando um homem está conversando com Deus, encontra-se no ponto mais alto espiritualmente. Essa é a  mais extraordinária atividade da alma humana e também serve de teste final da verdadeira condição espiritual de alguém. Qualquer coisa que fizermos em nossa vida cristã será mais fácil que orar. Dar esmolas, jejum, autodisciplina, pregar. Não há dúvida que a oração é o teste final da qualidade espiritual de um homem, porquanto ele pode falar a seus semelhantes com muito mais desembaraço do que falar com Deus. Em última análise, um homem descobre a verdadeira condição da sua vida espiritual quando se examina privadamente, quando está sozinho com Deus.
Ao analisarmos as vidas de homens de Deus do passado podemos ver a ênfase que eles davam à oração. Martinho Lutero passava 4 horas diárias em oração, John Wesley disse que tinha em pouca conta qualquer crente que não dedicasse à oração pelo menos 4 horas por dia.
O tempo em oração não é o principal e sim a intenção e o coração sedento por mais intimidade com Deus.
Dificilmente poderia explicar aqui a grande importância da oração; e, no entanto nos vemos tão preguiçosos em sua prática.
Jesus aqui nesse texto não condena o ato de orar em público, mas não tolera que líderes religiosos a usem como meio de se gloriar diante dos homens. Jesus queria libertar as orações das atitudes teatrais, queria adoradores em espírito e em verdade.
Percebemos a atitude teatral dos fariseus nesse texto quando diz: “ Eles gostam de ficar orando em pé nas sinagogas  e nas esquinas ...”. A ostentação não aparece no fato deles orarem em pé, pois, isso era uma prática comum, mas ela aparece quando eles vão nas esquinas, isto é, os lugares onde se tem o maior público, nas ruas mais movimentadas.
Mais uma vez Jesus diz que eles já ganharam sua recompensa, que é o louvor dos homens, mas não é esse tipo de galardão que os Filhos de Deus querem, nós queremos a recompensa que vem do Pai: Para nós Jesus diz para irmos para nossos quartos, isto é, para o lugar mais secreto da nossa residência para ali não termos o maior público, mas sim o melhor, Deus.
É interessante também notar que Jesus diz: “ seu Pai, que vê em secreto”, não “ seu Pai, que ouve em secreto”. Isso nos faz refletir que a oração tem mais haver com o nosso coração do que propriamente com as nossas palavras.
Jesus também nos adverte que não é para ficarmos repetindo a mesma coisa. Isto na época de Jesus era praticado pelos povos pagãos, como por exemplo, os adoradores de Baal ou da deusa Diana, esse povos achavam que pelo seu muito falar conseguiriam a benção de seu deus. Jesus diz que não é assim que funciona com o Senhor, pois ele sabe do que precisamos antes mesmo de pedir.
Após essa declaração nos veem uma pergunta: Então qual é o propósito da oração? Há várias respostas, mas para mim a melhor é a que diz que a oração serve de escola da alma para nos ensinar a vontade de Deus para a nossa vida. Deus nada aprende de nós quando oramos, mas muito podemos aprender de Deus para a nossa vida. Deus nada aprende de nós quando oramos, mas muito podemos aprender de Deus e também descobrirmos o melhor caminho para seguirmos, já que Ele sabe de tudo e quer o melhor para seus filhos.
Jesus nos mostrou como não orar (ostentando, hipocritamente e como os pagãos) agora ele vai nos ensinar como orar a partir da conhecida Oração do Pai Nosso.

Seu amigo, Gustavo Albernaz DC

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