“Dá-nos hoje o nosso pão de cada dia”. Esse trecho
da oração é muito importante, pois ela retoma a ideia de Pai. Deus que é o
Altíssimo e soberano sobre toda a imensidão do Universo está preocupado com as
nossas necessidades, como pão, isso nos lembra do lindo versículo de Isaías
57:15.
Jesus aqui não pede nenhuma extravagancia ou algo do
tipo, mas pede o que nos é necessário (o que nos foi prometido em Mateus 6:33).
“Perdoa a nossas dívidas, assim como perdoamos aos
nossos devedores.” Este como também o versículo 14 e 15 tem gerado alguns
problemas entre estudiosos da bíblia. Essa confusão ocorre porque eles acham
que a condição estabelecida aqui tem um cunho legalista, isto é, incompatível
com a graça de Deus, mas não é bem isso que ocorre aqui. Não podemos nos
permitir desviarmos por essas ideias distorcidas. O que temos aqui é aquilo que
encontramos tão claramente ensinado em Mateus 18, na parábola do Credor
Incompassivo, que não perdoou seu devedor, embora ele mesmo tivesse sido
perdoado pelo seu senhor. Se pensarmos que os nosso pecados são perdoados por
Deus, mas nos recusarmos a perdoar aos nossos semelhantes, estaremos caindo em
um grave erro, pois isso será prova de que jamais fomos perdoados. Os crentes
lavados no sangue de Cristo sabem que é seu dever perdoar, já que nunca
perdoaremos alguém mais do que Jesus já nos perdoou.
“Não nos deixe cair em tentação”. A tentação nesse
caso aqui seria o apelo para cometer pecado. Sabemos que Deus a ninguém tenta
(Tiago 1:13). Mas o Senhor tem todo o controle sobre as circunstancias que pode
levar a tentação, mas com bondade não permite que ninguém seja tentado mais do
que possa suportar (I Coríntios 10:13). Então aqui é pedido para que não nos
encontremos em tal situação que sejamos tentados a pecar e assim nos afastarmos
de Deus.
“Mas livra-nos do mal”. Essa parte por alguns ´vista
como complemento da última petição, mas eu particularmente gosto de vê-la como
a última petição, no sentido em que o mal pode ser visto não como o sofrimento
em si, pois Deus não escolhe aniquilar o sofrimento mas o faz servir a um bem
maior, mas o mal pode ser visto como a influência de Satanás (pode se ver isto
pois em algumas traduções ao invés de mal lê se maligno) , isto é, o reino d
Satanás. Isso (livrai-nos do mal) apenas seria mais uma petição em prol da
vinda do Reino de Deus, onde não haverá choro ou ranger de dentes, e pelo o
qual eu e você tanto esperamos (Romanos 8:23)
Seu amigo, Gustavo Albernaz DC
Seu amigo, Gustavo Albernaz DC
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