quinta-feira, 17 de julho de 2014

PARTE I (6:1-18) MATEUS 6:11-15


“Dá-nos hoje o nosso pão de cada dia”. Esse trecho da oração é muito importante, pois ela retoma a ideia de Pai. Deus que é o Altíssimo e soberano sobre toda a imensidão do Universo está preocupado com as nossas necessidades, como pão, isso nos lembra do lindo versículo de Isaías 57:15.
Jesus aqui não pede nenhuma extravagancia ou algo do tipo, mas pede o que nos é necessário (o que nos foi prometido em Mateus 6:33).
“Perdoa a nossas dívidas, assim como perdoamos aos nossos devedores.” Este como também o versículo 14 e 15 tem gerado alguns problemas entre estudiosos da bíblia. Essa confusão ocorre porque eles acham que a condição estabelecida aqui tem um cunho legalista, isto é, incompatível com a graça de Deus, mas não é bem isso que ocorre aqui. Não podemos nos permitir desviarmos por essas ideias distorcidas. O que temos aqui é aquilo que encontramos tão claramente ensinado em Mateus 18, na parábola do Credor Incompassivo, que não perdoou seu devedor, embora ele mesmo tivesse sido perdoado pelo seu senhor. Se pensarmos que os nosso pecados são perdoados por Deus, mas nos recusarmos a perdoar aos nossos semelhantes, estaremos caindo em um grave erro, pois isso será prova de que jamais fomos perdoados. Os crentes lavados no sangue de Cristo sabem que é seu dever perdoar, já que nunca perdoaremos alguém mais do que Jesus já nos perdoou.
“Não nos deixe cair em tentação”. A tentação nesse caso aqui seria o apelo para cometer pecado. Sabemos que Deus a ninguém tenta (Tiago 1:13). Mas o Senhor tem todo o controle sobre as circunstancias que pode levar a tentação, mas com bondade não permite que ninguém seja tentado mais do que possa suportar (I Coríntios 10:13). Então aqui é pedido para que não nos encontremos em tal situação que sejamos tentados a pecar e assim nos afastarmos de Deus.

“Mas livra-nos do mal”. Essa parte por alguns ´vista como complemento da última petição, mas eu particularmente gosto de vê-la como a última petição, no sentido em que o mal pode ser visto não como o sofrimento em si, pois Deus não escolhe aniquilar o sofrimento mas o faz servir a um bem maior, mas o mal pode ser visto como a influência de Satanás (pode se ver isto pois em algumas traduções ao invés de mal lê se maligno) , isto é, o reino d Satanás. Isso (livrai-nos do mal) apenas seria mais uma petição em prol da vinda do Reino de Deus, onde não haverá choro ou ranger de dentes, e pelo o qual eu e você tanto esperamos (Romanos 8:23)

Seu amigo, Gustavo Albernaz DC

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