quinta-feira, 17 de julho de 2014

PARTE I (6:1-18) MATEUS 6:16-18


Desde o início do capitulo 6 Jesus trata do sedaqah, que é praticado na ajuda ao próximo (relação com o próximo), com a oração (relação com Deus) e com o jejum (relação comigo mesmo [mortificar a minha carne]).
O jejum é definido como a abstinência de alimento ou de água. A maioria das pessoas confunde jejum com o parar de comer. Uma dieta não é necessariamente um jejum, porque o que caracteriza o jejum é sua finalidade espiritual.
Mais uma vez Jesus não critica a prática do Jejum, tanto é que ele jejuou 40 dias no deserto, mas critica a forma como era praticado o jejum, que foi reduzido, entre os fariseus, a um sistema formal, sem ênfase verdadeiramente espiritual.
Hipócritas é como Jesus chama os fariseus de seu tempo, essa palavra significa em grego “ator”, e era esse papel que eles estavam desempenhando, um faz de conta religioso, um jejum não para alcançar um detrimento do corpo para uma maior comunhão com Deus, mas sim para conseguir aplausos e reconhecimento da multidão.
Os judeus tinha o costume de jejuar 1 vez por ano, os fariseus 2 vezes por semana, eles também não ungiam a cabeça e lavavam seus rostos (atos comuns no dia a dia daquela época) só para demonstrarem aos outros que eram homens espirituais. Podiam enganar a muitos, mas não Deus que sonda e conhece os corações.
“Que os homens não te ouçam, não te amem e nem te louvem. Mas, que importa isso: É o Senhor quem te aprova.”

Qual será a nossa atitude? A dos fariseus ou a proposta por Jesus?

Seu amigo, Gustavo Albernaz DC

PARTE I (6:1-18) MATEUS 6:11-15


“Dá-nos hoje o nosso pão de cada dia”. Esse trecho da oração é muito importante, pois ela retoma a ideia de Pai. Deus que é o Altíssimo e soberano sobre toda a imensidão do Universo está preocupado com as nossas necessidades, como pão, isso nos lembra do lindo versículo de Isaías 57:15.
Jesus aqui não pede nenhuma extravagancia ou algo do tipo, mas pede o que nos é necessário (o que nos foi prometido em Mateus 6:33).
“Perdoa a nossas dívidas, assim como perdoamos aos nossos devedores.” Este como também o versículo 14 e 15 tem gerado alguns problemas entre estudiosos da bíblia. Essa confusão ocorre porque eles acham que a condição estabelecida aqui tem um cunho legalista, isto é, incompatível com a graça de Deus, mas não é bem isso que ocorre aqui. Não podemos nos permitir desviarmos por essas ideias distorcidas. O que temos aqui é aquilo que encontramos tão claramente ensinado em Mateus 18, na parábola do Credor Incompassivo, que não perdoou seu devedor, embora ele mesmo tivesse sido perdoado pelo seu senhor. Se pensarmos que os nosso pecados são perdoados por Deus, mas nos recusarmos a perdoar aos nossos semelhantes, estaremos caindo em um grave erro, pois isso será prova de que jamais fomos perdoados. Os crentes lavados no sangue de Cristo sabem que é seu dever perdoar, já que nunca perdoaremos alguém mais do que Jesus já nos perdoou.
“Não nos deixe cair em tentação”. A tentação nesse caso aqui seria o apelo para cometer pecado. Sabemos que Deus a ninguém tenta (Tiago 1:13). Mas o Senhor tem todo o controle sobre as circunstancias que pode levar a tentação, mas com bondade não permite que ninguém seja tentado mais do que possa suportar (I Coríntios 10:13). Então aqui é pedido para que não nos encontremos em tal situação que sejamos tentados a pecar e assim nos afastarmos de Deus.

“Mas livra-nos do mal”. Essa parte por alguns ´vista como complemento da última petição, mas eu particularmente gosto de vê-la como a última petição, no sentido em que o mal pode ser visto não como o sofrimento em si, pois Deus não escolhe aniquilar o sofrimento mas o faz servir a um bem maior, mas o mal pode ser visto como a influência de Satanás (pode se ver isto pois em algumas traduções ao invés de mal lê se maligno) , isto é, o reino d Satanás. Isso (livrai-nos do mal) apenas seria mais uma petição em prol da vinda do Reino de Deus, onde não haverá choro ou ranger de dentes, e pelo o qual eu e você tanto esperamos (Romanos 8:23)

Seu amigo, Gustavo Albernaz DC

PARTE I (6:1-18) MATEUS 6:9-10


Foi encomendado a um pintor um quadro que retratasse as cataratas do Niágara, diz a estória que ele jogou o pincel fora devido a frustração que sentiu, pois não conseguia naquela pequena tela retratar a grandiosidade daquela maravilha. Assim são todas as tentativas para se tecer comentários sobre essa grande oração de Jesus. Estadistas e homens de rua, filósofos e homens rústicos, bispos e os mais jovens leigos se reúnem em volta dela.
Nessa oração há duas divisões principais: 1) As três primeiras petições se relacionam diretamente com Deus. 2) As outras quatro se relacionam conosco e nossos semelhantes.
Agora vamos focar primeiramente nas três primeiras petições.
“Pai Nosso” essa primeira expressão é muito linda, quando podemos chamar Deus de Pai. Isto porque Ele, ao contrário do que prega a cultura popular, não é Pai de todos (João 1:12). Mas através de Cristo podemos ser reconhecidos como filhos de Deus e ter a intimidade de chama-lo de Pai.
“Que está nos céus” é só uma clara referencia que Deus não é como os pais terrenos que são falhos e imperfeitos, mas Deus sabe de tudo e cuida de nós.
“Santificado seja o teu nome”. Realmente ele não quis dizer-nos que podemos acrescentar alguma coisa à sua santidade, porque isso é simplesmente impossível, mas quis dizer que seu interesse era a grandeza de Deus transparecesse cada vez mais intensamente entre os homens. Portanto entre nós mesmos, que ainda estamos vivendo neste mundo, podemos magnificar o nome do nosso Senhor. Podemos fazê-lo por meio de nossas palavras, ações, servindo de espelhos da grandeza de Deus, de sua glória e de seus gloriosos atributos. Precisamos orar, dizendo “santificado seja o teu nome.”, dizendo-lhe que , antes de mencionarmos qualquer preocupação conosco, o nosso mais profundo desejo é que Ele seja conhecido entre os homens.
“Venha o Teu Reino”. O Reino de Deus teve início com Jesus quando ele diz que “está próximo o Reino dos céus” (Mateus 4:17). Isso quer dizer que o Reino já veio, mas ele também está aqui, neste momento, nos corações e vidas de todos quantos submetem a Cristo, de todos quanto nele confiam. Deveríamos ser impulsionados por um profundo anelo e desejo de que o Reino de Deus e do Seu Cristo chegasse até os corações de todos os homens. E também deveríamos desejar a chegada do Reino na volta de seu Filho onde haverá novo céu e nova terra, onde o reino de Satanás será derrubado e triunfará o reino do Altíssimo. “Amém. Vem, Senhor Jesus.” (Apocalipse 22:20).
E por último o nosso desejo também deveria ser que a vontade de Deus fosse exercida aqui na Terra como é nos Céus, que seus propósitos em minha vida fossem levados mais em conta que os meus próprios propósitos. Que essa também seja a nossa oração.

Seu amigo, Gustavo Albernaz DC

PARTE I (6:1-18) MATEUS 6:5-8


Agora vamos falar sobre a oração. Nada entre as obras de justiça pode se comparar a oração, nem a bondade da caridade, nem a autodisciplina do jejum.
Quando um homem está conversando com Deus, encontra-se no ponto mais alto espiritualmente. Essa é a  mais extraordinária atividade da alma humana e também serve de teste final da verdadeira condição espiritual de alguém. Qualquer coisa que fizermos em nossa vida cristã será mais fácil que orar. Dar esmolas, jejum, autodisciplina, pregar. Não há dúvida que a oração é o teste final da qualidade espiritual de um homem, porquanto ele pode falar a seus semelhantes com muito mais desembaraço do que falar com Deus. Em última análise, um homem descobre a verdadeira condição da sua vida espiritual quando se examina privadamente, quando está sozinho com Deus.
Ao analisarmos as vidas de homens de Deus do passado podemos ver a ênfase que eles davam à oração. Martinho Lutero passava 4 horas diárias em oração, John Wesley disse que tinha em pouca conta qualquer crente que não dedicasse à oração pelo menos 4 horas por dia.
O tempo em oração não é o principal e sim a intenção e o coração sedento por mais intimidade com Deus.
Dificilmente poderia explicar aqui a grande importância da oração; e, no entanto nos vemos tão preguiçosos em sua prática.
Jesus aqui nesse texto não condena o ato de orar em público, mas não tolera que líderes religiosos a usem como meio de se gloriar diante dos homens. Jesus queria libertar as orações das atitudes teatrais, queria adoradores em espírito e em verdade.
Percebemos a atitude teatral dos fariseus nesse texto quando diz: “ Eles gostam de ficar orando em pé nas sinagogas  e nas esquinas ...”. A ostentação não aparece no fato deles orarem em pé, pois, isso era uma prática comum, mas ela aparece quando eles vão nas esquinas, isto é, os lugares onde se tem o maior público, nas ruas mais movimentadas.
Mais uma vez Jesus diz que eles já ganharam sua recompensa, que é o louvor dos homens, mas não é esse tipo de galardão que os Filhos de Deus querem, nós queremos a recompensa que vem do Pai: Para nós Jesus diz para irmos para nossos quartos, isto é, para o lugar mais secreto da nossa residência para ali não termos o maior público, mas sim o melhor, Deus.
É interessante também notar que Jesus diz: “ seu Pai, que vê em secreto”, não “ seu Pai, que ouve em secreto”. Isso nos faz refletir que a oração tem mais haver com o nosso coração do que propriamente com as nossas palavras.
Jesus também nos adverte que não é para ficarmos repetindo a mesma coisa. Isto na época de Jesus era praticado pelos povos pagãos, como por exemplo, os adoradores de Baal ou da deusa Diana, esse povos achavam que pelo seu muito falar conseguiriam a benção de seu deus. Jesus diz que não é assim que funciona com o Senhor, pois ele sabe do que precisamos antes mesmo de pedir.
Após essa declaração nos veem uma pergunta: Então qual é o propósito da oração? Há várias respostas, mas para mim a melhor é a que diz que a oração serve de escola da alma para nos ensinar a vontade de Deus para a nossa vida. Deus nada aprende de nós quando oramos, mas muito podemos aprender de Deus para a nossa vida. Deus nada aprende de nós quando oramos, mas muito podemos aprender de Deus e também descobrirmos o melhor caminho para seguirmos, já que Ele sabe de tudo e quer o melhor para seus filhos.
Jesus nos mostrou como não orar (ostentando, hipocritamente e como os pagãos) agora ele vai nos ensinar como orar a partir da conhecida Oração do Pai Nosso.

Seu amigo, Gustavo Albernaz DC

sábado, 12 de julho de 2014

PARTE I (6:1-18) MATEUS 6:1-4


A começar no primeiro versículo e até o 18, Mateus 6 fala basicamente sobre a nossa vida religiosa, fala da nossa vida cristã em comunhão com o Senhor, falando sobre a ajuda aos necessitados, da oração e do jejum.
 Ao analisarmos o primeiro versículo descobrimos que ele serve de introdução à mensagem contidas nos versículos 2 ao 18. Essa mensagem evidentemente é contra a ostentação.
O capítulo 5 expôs os ensinamentos errados do sistema judaico, agora, mostra as suas práticas erradas.
A justiça no sistema judaico era apresentada de três formas: através das esmolas, orações e jejum. Jesus não combate nenhuma dessas formas, mas sim de como eram realizadas.
O modo como eram realizados essas “obras de justiça” era para que o maior número de pessoas vissem essas atitudes, m as que não glorificassem a Deus por aquilo, mas sim o homem que fez tal gesto.
O fato é que Jesus em nenhum momento fala sobre a quantidade das esmolas, mas sim da intenção do coração, que é: agradar a Deus ou a você mesmo, pois quando você faz alguma boa ação para receber o louvor dos homens ou para agrada-los você não faz nada mais que trazer louvores para si mesmo.
Jesus aqui também aponta dois galardões, o de Deus (6;4) e o dos homens (6;2) e que ambos mutualmente se excluem (6;1). Portanto aquele que faz o que é certo para ser visto pelos outros receberá como recompensa seus aplausos, mas para receber o galardão de Deus o caminho é o oposto, não é o de tocar tambores diante de você (6;2), mas ao contrário disso Jesus chega a usar uma figura de linguagem hiperbólica para o ato certo, que seria a de que “a sua mão esquerda não saiba o que faz a direita”... “de forma que prestes a sua ajuda em segredo. E seu Pai; que vê o que é feito em segredo, o recompensará”.
Estamos sempre no centro da atenção de Deus. Se você ajudar alguém sem ninguém por perto, fazendo o certo porque é certo e não para ser visto, Deus que sabe de todas as coisas te recompensará.
Pode ser que essa recompensa não venha neste mundo, mas esteja naquele no qual devemos estar com os nossos olhos fitados: o Céu.

Seu amigo, Gustavo Albernaz DC  

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Introdução ao Estudo.

MATEUS 6
O sermão do Monte é o mais importante discurso proferido em toda a história da humanidade. Mahatma Gandhi afirmou que se todos os textos sagrados do mundo fossem perdidos, mas o Sermão do Monte fosse preservado, então nada teria se perdido. Essas palavras de Jesus, de fato, ocupam lugar de absoluto destaque na História.
Agora, no capítulo 6, o assunto são as “obras de justiça”, que os profetas de Israel chamavam de sedaqah.
Para o melhor aprendizado sobre esse texto vamos dividi-lo em partes. A primeira parte é do versículo 1 ao 18 que trata dos contrastes entre os antigos e novos padrões de conduta. Quando reúne seus discípulos no monte, Jesus fala como um novo Moisés. Moisés recebeu a Torá de Deus no monte Sinai: Jesus reúne seus discípulos também em um monte. O paralelo é evidente. Por isso Jesus se pronuncia dizendo: “ Vocês ouviram o que foi dito [por Moisés] ; mas eu lhes digo...”. Nada será como antes, agora quem fala é Jesus. Moisés foi o legislador de Israel. O Sermão do Monte é o pronunciamento de outro legislador, Jesus.

Portanto ele aponta erros na velha conduta e direciona para a nova.

Seu amigo, Gustavo Albernaz DC

Sobre o estudo.

Vou começar a postar aqui um estudo sobre Mateus 6, parte integrante do Sermão do Monte.
Eu usei como fontes de pesquisa os livros: Talmidim (Ed Rene Kivitz) , Estudo no Sermão do Monte (Lloyd Jones), O novo testamento interpretado versículo por versículo (Russel Champlin) e A Bíblia Explicada (McNair)
Espero que vocês gostem e que eu consiga repassar a mensagem de uma forma simples e clara.
Esse material pode ser usa para esboço de sermões ou para dar aulas na escola dominical (não esqueçam, é claro, de citar as fontes).

Seu amigo, Gustavo Albernaz DC.